Mônica Carolina Savieto*
Muitos poderão estranhar o título deste breve artigo. Poderíamos considerar que se trata simplesmente de um pleonasmo. Mas, antes da década de 1950 e, sobretudo antes do colóquio realizado no Cairo em 1974, a historiografia tratou o Egito Antigo como uma civilização praticamente dissociada da África. Ainda hoje tal concepção está presente no âmbito do senso comum.
As pesquisas realizadas por Cheik Anta Diop, um dos principais participantes deste colóquio, foram preciosas para possibilitar uma nova visão e inaugurar uma nova historiografia para a África. O Egito africano, na sua identidade eminentemente negra e nas suas articulações com outras civilizações do continente, começa a ser esboçado.
Diop, pesquisador nascido no Senegal (em 1923), a partir dos 23 anos, fez seus estudos em Paris. Em 1951, sua tese de Doutorado foi rejeitada pela Sorbonne. Por fim, sua tese foi aceita com restrições em 1960. Sua tese, tão polêmica para a época, defendia simplesmente que a composição populacional original do Egito Antigo era negra.
Diop foi, nas décadas de 50 e 60, uma voz dissonante no meio acadêmico europeu. E sua grande importância para a historiografia e para a política africanas residiu justamente nesta dissonância.
Ao criticar autores europeus consagrados e precursores de estudos europeus sobre a Africa no século XIX - tais como Leo Frobenius, Olbrechts e Baumann -, Diop rompeu com o eurocentrismo e resgatou a cultura africana a partir de um olhar “de dentro”, ou seja, não permeado pela visão do conquistador. Desta forma, caberia aos africanos contarem sua própria história.
Há que se contextualizar a produção acadêmica destes autores europeus – e aqui delimitarei o autor Frobenius – pois suas produções transformaram-se em justificativa ideológica para um projeto político do século XIX.
Analisar cuidadosamente o discurso destes autores significa dar um passo no sentido da emancipação do continente africano, superando idéias pré-concebidas, estereotipadas, enfim, visões externas e alheias ao objeto de estudo.
Frobenius, em sua obra Mythologie de l’Atlantide, utiliza categorias tais como “raça” e “tribo” ao se referir aos Yorubá e os adjetiva de “primitivos”, “antipáticos”, “mentirosos”, “preguiçosos”, “sem educação moral”, “com muitos vícios” etc. Ao analisar a política, considera que “o sistema de governo atual é absolutamente deplorável” e que “o povo não tem noção que existe uma classe social dirigente” (FROBENIUS, 1949: 48 – 51). Estas afirmações claramente demonstram uma visão absolutizada do que seja uma “civilização”.
Ao analisar a arte Yorubá, Frobenius atribuiu-a a artistas provenientes de Cartago. Outros pesquisadores também atribuíram à diversidade cultural africana a influências externas. Considerou-se que as esculturas da Nigéria teriam origem grega; que as obras em bronze de Ifé seriam de origem italiana (do Renascimento) ou portuguesa ou, ainda, romana; que a arte Ashanti seria influenciada pelos portugueses ou pelos muçulmanos da Espanha. Enfim, toda a inventividade e originalidade cultural africana teria, segundo estes autores, origem externa.
Diop desvalida este tipo de argumentação. Cita que esta é uma “invenção cômoda” (DIOP, 1949) dos acadêmicos ocidentais para explicar a complexidade das civilizações africanas.
São, antes de tudo, argumentos a serviço do neo-colonialismo europeu. Diop contextualiza este projeto político ao aliar colonialismo e eurocentrismo, por um lado, e descolonização e afrocentricidade, por outro. Enfim, é necessário descolonizar as mentes, estimular novos olhares, propiciar pesquisas a partir do olhar africano e, com isso, dar visibilidade a outros projetos políticos. Assim, é possível desmontar os argumentos ideológicos dos conquistadores europeus e reforçar a identidade cultural africana.
Diop, ao pesquisar a população do Egito Pré-Dinástico e Dinástico, reportou-se a fontes iconográficas, materiais, escritas, além das de caráter biológico, já utilizadas por autores que consideravam haver no Egito uma significativa população branca.
Primeiramente, Diop denunciou o caráter arbitrário utilizado até então para tipificar as características físicas da população egípcia em negra ou branca. Alguns dados eram aceitos consensualmente e até revestidos de cientificismo ao descrever exaustivamente as supostas características eminentemente negras em contraste com as brancas (entre muitas variáveis, estes pesquisadores europeus citavam: largura do nariz, altura da órbita, comprimento do palato, comprimento e largura da face, etc.). Houve um grande esforço em catalogar quase dois mil crânios, do período Pré-Dinástico, nestes padrões. Como resultado, estas pesquisas apontavam para uma população composta por “36% de negróides, 33% de mediterrânicos, 11% de cro-magnóides e 20% de indivíduos que não se enquadravam em nenhum desses grupos, mas se aproximavam dos cro-magnóides ou dos negróides” (FALKENBURGER Apud DIOP, 1983: 41).
Diop denunciou o caráter arbitrário destes critérios, o método quase aleatório que chegava a dados altamente questionáveis. Mas estes dados revestiam-se do cientificismo típico de um trabalho exaustivamente quantitativo. Afinal, diriam estes pesquisadores europeus, foram esquadrinhados quase dois mil crânios! Nada mais inútil. Partiu-se da idéia de que há uma população negra homogênea, bem como uma população branca homogênea.
Para além dos fatores biológicos, há os fatores culturais. E Diop alia a cultura egípcia – religião, práticas cotidianas, relações familiares, práticas políticas, trabalho, entre outros – às várias civilizações africanas.
Desta forma, o diálogo da História com a Antropologia e a Etnologia se dá de forma mais rica do que o diálogo com a Biologia. Assim, foca-se um outro Egito Antigo: inserido de fato na África, em meio a uma diversidade cultural não hierarquizada.
Enfim, Diop contribui para a formação de uma historiografia que rompe com uma concepção temporal linear ou evolutiva, com o eurocentrismo e apontou para uma nova metodologia na história e para novos projetos políticos: a afrocentricidade e o Panafricanismo.
Em uma palestra proferida na Unicastelo, por ocasião da Semana de História de 2005, Abdu Ferraz (membro da Liga de Amigos e Estudantes Africanos) citou que o deus europeu cristão seria uma espécie de “deus juiz”, e o contato do homem com este se daria pela oração. Já o deus africano seria uma espécie de “deus artista”, e o contato do homem com este deus se daria pela expressão artística (música, dança, etc.). Neste sentido, o Egito Antigo se aproxima muito mais da África.
No Egito Antigo, havia a crença de que todos, desde o faraó até o camponês, eram responsáveis pela harmonia e pela redução do caos, ou seja, seriam colaboradores da deusa Maat (deusa da verdade, justiça, equilíbrio, medida). Temos aqui uma concepção de culto religioso em meio à colaboração. Esta concepção, de diferentes formas, aparece em outras sociedades africanas: ao expressar-se – artisticamente – colabora-se com a harmonia do universo.
Por outro lado, na Mesopotâmia, por exemplo, cabe ao homem submeter-se às “leis divinas”. Este homem já não é um colaborador (tal como na Egito), mas um ser a serviço dos deuses. Ciro Flamarion Cardoso sintetiza esta concepção mesopotâmica ao citar “eis aí o que, antes de tudo, se espera dos homens para que a ordem do mundo não fique desregulada. Obediência; e não, colaboração ativa e ética (CARDOSO, 1999: 52).”
Interpretações deste tipo, decerto ousadas, só foram possíveis primando pelo olhar africano. Enfim, um grande caminho para pesquisas foi aberto. Estando atentos para novos olhares, pautados pela afrocentricidade, poderemos focar a África por ela mesma e, como um desdobramento disso, focar um Egito verdadeiramente africano.
* Professora das disciplinas Antiguidades, Antiguidade e Fundamentos do Mundo Medieval e Medievalismo do curso de História da Unicastelo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CARDOSO, Ciro Flamarion. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia. Porto Alegre: Coleção História 27, 1999.
DIOP, Cheikh Anta. Nation nègres et culture. V.2. Paris: Presence Africaine, 1949.
_________________Origem dos antigos egípcios. In MOKHTAR, G. (org.). História Geral da África. V.1. São Paulo: Ática; Paris: UNESCO, 1983.
FROBENIUS, Leo. Mithologie de l’Atlantide. Paris: Payot, 1949.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Educação e Novas Tecnologias
O impacto das Novas Tecnologias tem provocado mudanças na Educação, que não tarda a incorporar os últimos recursos tecnológicos direcionados ao setor. Dessa forma, a integração de novas mídias como televisão e Internet não é mais novidade estranha à sala de aula. Pelo contrário, contribui para a criação de novas estratégias de ensino, aprendizagem e auto-capacitação.
Links
Educação a distânciahttp://www.eca.usp.br/prof/moran/ead_ar.htmTextos comentados sobre Educação, Tecnologia e Ensino a Distância que estão nos sites do Intelecto, CNPQ, PUC-RS, CEDL e Office-Learning.Vivência Pedagógicahttp://www.vivenciapedagogica.com.brSite que apresenta e discute artigos, experiências e dicas relacionados ao uso das novas tecnologias aplicadas à educação. Conta também com uma comunidade virtual formada por cerca de 350 educadores de diversas regiões do Brasil .Orientações curriculares de Educação Tecnológica do Ministério da Educação de Portugalhttp://www.deb.min-edu.pt/rcurricular/pdf/EducacaoTecnologica.pdfO perfil de um cidadão tecnologicamente competente, seleção e organização de conteúdos e situações de aprendizagem/experiências que todos os alunos devem viver são alguns dos tópicos encontrados neste site. Ensino Médio High-Tech: uma boa idéia. NDOL. In: Revista Digital. 2000http://www.revistadigital.com.br/tendencias.asp?CodMateria=200Traz o caso da Academia de Tecnologia da Informação, em Stamford, Connecticut, uma entidade criada a partir da parceria entre escolas públicas e empresas de alta tecnologia da região, para formar profissionais qualificados. A sociedade da informação e a infoexclusão. Rodrigo Baggio. Ciência da Informação, Ago 2000, vol.29, no.2, p.16-21. http://www.scielo.br/pdf/ci/v29n2/a03v29n2.pdfArtigo sobre a era da informação e a democratização das ferramentas tecnológicas, como um dos principais requisitos do novo mercado de trabalho.Quaderns Digitals (em espanhol)http://www.quadernsdigitals.net/index.php?accionMenu=biblioteca.EnLineaLibroIU.getLista&PHPSESSID=f05f048eaae96f29bb5334c8b5b1ddd2 Apresenta mais de 20 títulos abordando o tema de educação & novas tecnologias, todos disponíveis on-line.
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Novas Tecnologias na Educação
1
INTRODUÇÃO
Novas tecnologias na educação, falar em público, efeito do contínuo desenvolvimento da tecnologia sobre a educação e a oratória.
A constante mudança das novas tecnologias têm produzido efeitos significativos na forma de vida, trabalho e modo de entender o mundo da oratoria falar em publico das pessoas. Essas tecnologias também têm afetado aos processos tradicionais de ensino e aprendizagem (ver História da educação). A informação tecnológica, como uma importante área de estudo em si mesma, está afetando os métodos de ensino e de aprendizagem através de todas as áreas do currículo, o que cria expectativas e desafios. Por exemplo, a fácil comunicação mundial proporciona o acesso instantâneo a um vasto conjunto de dados, de modo que desperta nosso sentido de curiosidade e de aventura obrigando-nos ao mesmo tempo a fazer um esforço maior de assimilação e discriminação. A rapidez nas comunicações e nos meios de falar em público aumentam ainda mais o acesso à novas tecnologias na casa, no trabalho e nos centros escolares, o que significa que a aprendizagem passa a ser uma atividade real de caráter permanente, na qual o trajeto da mudança tecnológica força a uma avaliação constante do processo de aprendizagem, bem como o medo de falar em público.
2
AS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA FORMAÇÃO
O uso das tecnologias da comunicação como o correio eletrônico (ver Telecomunicação), o fax, o computador e a videoconferência, além dos serviços prestados pelos satélites, reduz as barreiras do espaço e do tempo (ver Comunicação via satélite ou oratória ). O uso dessas tecnologias está aumentando e hoje é possível formar uma audiência muito espalhada com vídeo e áudio e obter outros dados por meio dos quais se pode avaliar os trabalhos dos alunos (ver Educação audiovisual). No futuro, é provável que em vídeo de dupla banda se possa transmitir informação para todas as redes terrestres.
As escolas e as faculdades, além da Oratoria convencional, usam cada vez mais meios como a Internet, através do qual podem conectar o computador da National Aeronautics and Space Administration (NASA) na Flórida e obter informação sobre a exploração no espaço tanto em texto quanto em imagem fixa ou em vídeo retórica.
Os estudantes devem considerar os computadores como ferramentas que podem utilizar em todos os aspectos de seus estudos. Em particular, necessitam das novas tecnologias multimídia para comunicar idéias, descrever objetos e outras informações em seu trabalho. Isso exige selecionar o melhor meio para verter a mensagem, para estruturar a informação de uma maneira ordenada e para relacionar informação que permita produzir um documento multidimensional em expressão verbal sem medo de falar em público.
Veja a lista dos melhores (e piores) Cursos de Oratória.
Além de ser um tema em si mesmo, as novas tecnologias incidem sobre a maior parte das áreas do conhecimento. Nas ciências os computadores são usados com sensores para ordenar e manejar os dados; para realizar modelos na matemática, na geometria e na álgebra; no desenho e na tecnologia, os computadores são fundamentais nos níveis da pré-fabricação; nas línguas modernas, as comunicações eletrônicas dão acesso às retransmissões estrangeiras e outros materiais; e na música, o computador permite ao aluno compor e estudar sem ter que aprender a tocar os instrumentos tradicionais. Para os alunos que necessitam de uma atenção especial na educação, proporciona o acesso aos materiais mais úteis e permite aos estudantes, apesar de suas dificuldades como oratoria expressarem seus pensamentos em palavras, desenhos e atividades.
3
LINHAS FUTURAS NA TECNOLOGIA E NA APRENDIZAGEM
Os radicais desenvolvimentos tecnológicos na miniaturização, as comunicações eletrônicas e os multimídia confirmam a promessa de transformar os computadores em algo próximo, verdadeiramente pessoal e móvel. A passagem para a tecnologia digital está eliminando as barreiras entre a difusão, as publicações e o telefone ao fazer com que todos esses meios sejam acessíveis graças aos programas do computador e das televisões. Esses desenvolvimentos darão aos estudantes acesso às amplas bibliotecas e recursos multimídia em todo o mundo.
A crescente renovação e disponibilidade da tecnologia nas escolas e faculdades permitirá um ensino mais individualizado, o que afetará de forma direta o sistema educacional oratória.
Conecte Peer to Peer - P2P News e saiba tudo sobre as tecnologias do Kazaa e Shareaza.
Dado que a tecnologia proporciona um fácil acesso dos estudantes aos materiais previamente preparados pelos professores, o papel do professor passará a ser mais o de um mentor ou animador do aprendizado e não apenas a fonte dos conhecimentos. O acesso dos estudantes à informação fará que a orientação e a evolução passem a ser processos mais positivos e próximos graças ao uso desse tipo de ferramenta de falar em público .
Na medida em que a tecnologia pode ajudar aos estudantes a trabalharem em diferentes níveis e conteúdo será possível atender melhor os aprendizados diferenciados, o que permitirá desenvolver as capacidades individuais de todos e cada um dos alunos. A simplicidade e rigor da tecnologia para avaliar continuamente os avanços dos estudantes individualmente permitirá ao sistema medir a qualidade do aprendizado real.
O uso da tecnologia para proporcionar acesso à informação e ao monitor e a possibilidade de avaliar o aprendizado significa que ela pode ser realizada em qualquer momento e lugar. O desenvolvimento na tecnologia da comunicação e o incremento na prática pessoal da tecnologia permitirá que o ensino nas escolas e faculdades se integre com o que se aprende em qualquer outro lugar de expressão verbal.
Atualmente, assistimos uma revolução tecnológica na qual se produzem mudanças rápidas e bruscas na forma como as pessoas vivem, trabalham e se divertem. Como o ritmo do avanço tecnológico não parece que irá frear, o desafio está em aprender a adaptar-se às mudanças com o mínimo de esforço físico ou mental. Para consegui-lo, os sistemas de aprendizagem e aqueles que os manejam devem preparar as pessoas para trabalharem com as novas tecnologias com segurança e de forma adequada, e a superar as mudanças constantes nas novas formas de trabalho, fazendo do aprendizado um processo natural permanente de expressão verbal.
Links
História do Público
Curso de Oratória do Instituto Moreira Necho
História da Comunicação
Comunicação
Educação
Linguagem
Informação
Jornalismo
Publicidade
Ensino
A Literatura
Expressão
Entendendo Direito
Introdução a comunicação
Escola
História
Por dentro da Literatura
in:http://www.geocities.com/xyzbbb2/
INTRODUÇÃO
Novas tecnologias na educação, falar em público, efeito do contínuo desenvolvimento da tecnologia sobre a educação e a oratória.
A constante mudança das novas tecnologias têm produzido efeitos significativos na forma de vida, trabalho e modo de entender o mundo da oratoria falar em publico das pessoas. Essas tecnologias também têm afetado aos processos tradicionais de ensino e aprendizagem (ver História da educação). A informação tecnológica, como uma importante área de estudo em si mesma, está afetando os métodos de ensino e de aprendizagem através de todas as áreas do currículo, o que cria expectativas e desafios. Por exemplo, a fácil comunicação mundial proporciona o acesso instantâneo a um vasto conjunto de dados, de modo que desperta nosso sentido de curiosidade e de aventura obrigando-nos ao mesmo tempo a fazer um esforço maior de assimilação e discriminação. A rapidez nas comunicações e nos meios de falar em público aumentam ainda mais o acesso à novas tecnologias na casa, no trabalho e nos centros escolares, o que significa que a aprendizagem passa a ser uma atividade real de caráter permanente, na qual o trajeto da mudança tecnológica força a uma avaliação constante do processo de aprendizagem, bem como o medo de falar em público.
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AS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO E NA FORMAÇÃO
O uso das tecnologias da comunicação como o correio eletrônico (ver Telecomunicação), o fax, o computador e a videoconferência, além dos serviços prestados pelos satélites, reduz as barreiras do espaço e do tempo (ver Comunicação via satélite ou oratória ). O uso dessas tecnologias está aumentando e hoje é possível formar uma audiência muito espalhada com vídeo e áudio e obter outros dados por meio dos quais se pode avaliar os trabalhos dos alunos (ver Educação audiovisual). No futuro, é provável que em vídeo de dupla banda se possa transmitir informação para todas as redes terrestres.
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LINHAS FUTURAS NA TECNOLOGIA E NA APRENDIZAGEM
Os radicais desenvolvimentos tecnológicos na miniaturização, as comunicações eletrônicas e os multimídia confirmam a promessa de transformar os computadores em algo próximo, verdadeiramente pessoal e móvel. A passagem para a tecnologia digital está eliminando as barreiras entre a difusão, as publicações e o telefone ao fazer com que todos esses meios sejam acessíveis graças aos programas do computador e das televisões. Esses desenvolvimentos darão aos estudantes acesso às amplas bibliotecas e recursos multimídia em todo o mundo.
A crescente renovação e disponibilidade da tecnologia nas escolas e faculdades permitirá um ensino mais individualizado, o que afetará de forma direta o sistema educacional oratória.
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Dado que a tecnologia proporciona um fácil acesso dos estudantes aos materiais previamente preparados pelos professores, o papel do professor passará a ser mais o de um mentor ou animador do aprendizado e não apenas a fonte dos conhecimentos. O acesso dos estudantes à informação fará que a orientação e a evolução passem a ser processos mais positivos e próximos graças ao uso desse tipo de ferramenta de falar em público .
Na medida em que a tecnologia pode ajudar aos estudantes a trabalharem em diferentes níveis e conteúdo será possível atender melhor os aprendizados diferenciados, o que permitirá desenvolver as capacidades individuais de todos e cada um dos alunos. A simplicidade e rigor da tecnologia para avaliar continuamente os avanços dos estudantes individualmente permitirá ao sistema medir a qualidade do aprendizado real.
O uso da tecnologia para proporcionar acesso à informação e ao monitor e a possibilidade de avaliar o aprendizado significa que ela pode ser realizada em qualquer momento e lugar. O desenvolvimento na tecnologia da comunicação e o incremento na prática pessoal da tecnologia permitirá que o ensino nas escolas e faculdades se integre com o que se aprende em qualquer outro lugar de expressão verbal.
Atualmente, assistimos uma revolução tecnológica na qual se produzem mudanças rápidas e bruscas na forma como as pessoas vivem, trabalham e se divertem. Como o ritmo do avanço tecnológico não parece que irá frear, o desafio está em aprender a adaptar-se às mudanças com o mínimo de esforço físico ou mental. Para consegui-lo, os sistemas de aprendizagem e aqueles que os manejam devem preparar as pessoas para trabalharem com as novas tecnologias com segurança e de forma adequada, e a superar as mudanças constantes nas novas formas de trabalho, fazendo do aprendizado um processo natural permanente de expressão verbal.
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História do Público
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História da Comunicação
Comunicação
Educação
Linguagem
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Entendendo Direito
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Por dentro da Literatura
in:http://www.geocities.com/xyzbbb2/
Globalização versus Educação ?
Percebo que a globalização está ditando o consumo de novos aparatos tecnológicos, o que recai sobre a esfera educacional com a falsa idéia de que melhores recursos tecnológicos são a garantia de melhor aprendizagem. Vi ainda que, de acordo com Schaff, atualmente estamos, historicamente, na segunda grande revolução industrial, onde as capacidades intelectuais estão sendo substituídas pela automação. Esta revolução, a da microeletrônica, vem ocasionando uma significativa redução do trabalho assalariado.Quando observamos minuciosamente as redes de globalização identificamos uma crescente demanda por conhecimento tecnológico e habilidades inovantes, por parte das empresas, ou seja, é um novo estilo de gerenciamento organizacional, influenciado pelo espírito da globalização.Desta forma, a globalização torna-se um fator de proporções diversas, ou seja, ela pode ser benéfica e maléfica à educação. Por sua vez, acredito veemente que, sendo ela uma nova representação do mundo, eliminando as divisões entre o que é local, nacional e internacional, a globalização torna-se uma grande aliada na difusão das informações, tornando-as acessíveis a um grande número de pessoas e de forma ágil e prática, características essenciais ao estímulo educacional.
in:http://www.wendley.com/praxis/2006/11/globalizao-versus-educao.html
in:http://www.wendley.com/praxis/2006/11/globalizao-versus-educao.html
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